A final do torneio realizado no campo do Polivalente, também apelidado de Mangueirão, foi disputada entre Nova Leopoldina e Mangueira. Nova Leopoldina havia vencido em 2008 e a Mangueira buscava o bicampeonato. Todo o torneio foi marcado por muita catimba e algumas polêmicas que em outros jogos chegaram a ser resolvidas literalmente "no pau". A final deste domingo(23) foi mais calma, mas não menos quente. Cerca de quatrocentas pessoas lotaram o campo. Para grande parte desse público, pouco interessava o resultado do jogo, mas sim a festa promovida, principalmente pela fanática torcida da Mangueira. A charanga movida pela "mardita" era um espetáculo a parte. O massagista Fabiano sempre vestido com suas asas de borboletas, dessa vez foi substituído por Jiló Pimentel. Descrever a partida, seria um desafio até para o melhor dos cronistas esportivos, quanto mais para mim, dada a verdadeira Casa de Noca que virou o lugar. No início do jogo o time da Nova Leopoldina mostrou superioridade mas a Mangueira abriu o placar Vitor. Nova Leopoldina empatou com gol de Celão.No segundo tempo a Mangueira resolveu reagir, perdeu algumas oportunidades de gol e Celão marcou mais um para o Nova Leopoldina. Em lances diferentes e sem Tira-teima, ou replay, Ramires da Mangueira e Peixe da Nova Leopoldina foram expulsos. Faltando cerca de três minutos para o final, Vitor dá um tiro e a bola bate em cima da linha e entra no gol de Betão, ou será que não entrou? O tempo que estava mesmo nublado, "Fecha" por completo e torcedores da Nova Leopoldina e Mangueira invadem o campo. O juiz Jegão valida o gol e por pouco o pau não quebrou de novo. Já havia quebrado pouco antes entre torcedores da Mangueira num pequeno desentendimento. Quebraram também uma parede de tijolos vazados de uma casa vizinha que foi vazada pela bola. Ao final do tempo regulamentar: 2 x 2 e após longa disputa de pênaltis,também interrompida com discussões e empurra-empurra , o Nova Leopoldina leva o título do torneio que homenageou o "patrono" da Mangueira, o saudoso Luiz Heleno Montenário, popularmente conhecido como Vidraça. O troféu de vice-campeão levou o nome do também saudoso Joaquim Cosme Damião, o Quinzinho. O troféu de goleiro menos vazado foi para Renan da Mangueira e os de artilheiros para Côia e Celão. Findo o espetáculo, a paz voltou a reinar e todos (ou quase todos) tamparam na caiaba. Provavelmente foi a última disputa neste campo do Polivalente, já que no local será construída a nova sede do Conservatório de Música Lia Salgado.



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