terça-feira, 11 de maio de 2010

Eleito e empossado, Hudson mostra seu projeto para o RJ.

Eleito por aclamação na noite de segunda-feira, 15/03, em reunião do conselho deliberativo, o novo presidente do Ribeiro Junqueira, professor Hudson Rodrigues de Jesus apresenta o seu projeto para o clube.

1- GLN - Professor, temos acompanhado seu trabalho na natação e agora sua disposição em administrar o clube esportivo mais tradicional de Leopoldina. De onde veio este interesse?
Tem haver com a experiência vitoriosa da natação e essa experiência pode ser aplicada ao futebol?
Hudson – Em parte tem haver com o modelo de gestão esportiva que adotamos na Acquademia, os resultados obtidos nos dá muita segurança em nossas propostas. Elas podem e devem ser aplicadas ao futebol e a qualquer modalidade, pois é pautada no profissionalismo.

2- GLN – Qual a sua experiência com o futebol?
Hudson – Na Universidade Federal de Viçosa, onde me formei em Educação Física, dividi minha formação em duas áreas. Natação e futebol. Este último foi tema da minha monografia e lá também fui técnico da equipe da UFV. Em Leopoldina, trabalhei como treinador e diretor de um núcleo do Vasco da Gama em 2001. Além disso fiz estágios no Vasco e em outros clubes de Minas Gerais. Também fui dirigente esportivo na Liga Universitária Viçosence de Esportes, onde consegui junto da minha diretoria resgatar a legitimidade da liga dentro da universidade e toda aquela região.

3- GLN – Ao seu ver, qual o maior problema do Ribeiro Junqueira hoje?
Hudson – Todos vêem as dividas como o principal problema do clube, mas eu e Juan acreditamos que o maior problema é a sustentabilidade do Ribeiro Junqueira. Agora temos um prefeito que ama o clube e gente disposta a ajudar, mas e daqui a dez, quinze anos; como estará o clube se estas pessoas já não mais estiverem em condições de ajudá-lo? Então a base de nosso projeto é a criação de mecanismos que tornem o clube auto-sustentável.

4 – GLN – Mas como dar sustentabilidade a um clube que possui uma dívida que beira os cem mil reais?
Hudson – Tendo a sabedoria para pensar diferente e a coragem para agir diferente. Vivemos outros tempos e o clube tem que se adaptar. Caso contrário entrará na contramão da evolução esportiva do Brasil.

5 – GLN – Você pode nos descrever algumas propostas do projeto? Por exemplo, como administrar a dívida e gerar renda para o clube?
Hudson – Claro. Com relação a dívida, pretendemos apresentar o projeto de sustentabilidade para quem o clube deve. Com este projeto aprovado pela diretoria e ratificado pelo conselho deliberativo, não tenho duvidas que negociaremos novos prazos para o pagamento de algumas dívidas. Criaremos condições para que o clube tenha receita e arque com seus compromissos.

6- GLN – Que condições são essas?

Hudson – O projeto de sustentabilidade está alicerçado na nossa filosofia para o clube. Entre 2010 e 2012, o clube terá por finalidade a formação de jogadores para o mercado do futebol profissional. Para tal intento temos que reformular todo o trabalho de base e reorganizar a escolinha. Está deverá se caracterizar como a fonte primária de recursos. A venda de jogadores vem em seguida. O futebol deverá ser uma constante no campo, com jogos festivos, como por exemplo, jogos dos veteranos e jogos amistosos das categorias de base. Além da realização de taças e copas. Eventos periódicos alavancarão o interesse de terceiros no bar do clube, o que consequentemente, gerará receita. A venda de artigos também esta em pauta e não deve ser descartada. Dentro do projeto de sustentabilidade, dividimos o clube em três setores de potencial arrecadação. O futebol corresponde ao setor 1 e neste estudaremos ações complementares às que foram citadas.

7- GLN- Então o que são os setores dois e três?
Hudson – Estes setores visam explorar a gigantesca área ociosa que o clube possui. O setor dois, corresponde a sede social que deverá ser apresentada como nova área administrativa do clube e sede de futuros convênios esportivos e sociais com os governos municipal, estadual e federal. Esses convênios também resultarão em novas receitas para o clube. O setor três, será o ponto de maior polêmica, porém o que garantirá uma receita fixa ao clube pelos anos que seguirão. Tentaremos copiar modelo de sustentação do Social Futebol Clube, de Coronel Fabriciano, com a construção, junto a investidores, de um centro comercial.

8 – GLN -Com a construção do novo fórum de justiça e a possibilidade da construção do novo centro administrativo ali próximo, essa idéia se torna muito atraente, mas como construir, sem dinheiro?
Hudson – Como você bem disse, o ponto se tornará muito atraente e por isso teremos que ser criativos e cativarmos empresários com grande visão empreendedora. Mas quero deixar claro, que este setor três, é o terceiro justamente por sabermos da dificuldade de sua implantação. Todo o projeto obedecerá a um cronograma já estabelecido, onde as primeiras ações estarão voltadas para a reorganização do futebol. À medida que este der os resultados projetados, avançaremos com os outros setores.

9 – GLN – Já há algum projeto para o ano do centenário do Ribeiro Junqueira?
Hudson – Há Sim. Vamos resgatar as fotos e os fatos do passado para um memorial, contactar os ex-jogadores para uma grande festa e vamos pleitear vaga em duas grandes competições, uma estadual e outra nacional. Pensamos ainda na realização da Copa Centenário de futebol júnior, com a participação de vários grandes clubes do país.

10 – Hudson, após expor algumas de suas idéias, o que mais você tem a dizer ao conselho que o avaliará nesta segunda?
Hudson – Quero dizer a todos os membros do conselho, que me apresento despido de qualquer vaidade pessoal e com o espírito desarmado. Meu intuito é o de ajudar. Meu currículo me gabarita a este desafio e quero contar com a aprovação e o apoio de todos os que realmente querem o Ribeiro Junqueira crescendo e resgatando seu prestígio. Esta deve ser a missão de todos nós.




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